Realizadores destacam encontro com o público e importância do FAM para o audiovisual
07 Setembro 2026

Representantes dos filmes estiveram presentes nas sessões noturnas deste domingo, 6
Realizadores presentes no quarto dia do Festival Internacional de Cinema Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM 30 anos compartilharam, neste domingo, 6, a experiência de acompanhar seus filmes junto ao público do festival. Eles destacaram o papel do evento na aproximação entre produções audiovisuais, profissionais e espectadores. Ao longo do dia, os representantes também compartilharam com o público sobre os processos de criação, as particularidades das produções e a importância de espaços que valorizam o cinema brasileiro e latino-americano.
Entre os participantes estiveram realizadores e integrantes das equipes de O Inquilino, filme catarinense dirigido por Jordana Beck, e Quemadura China, longa dirigido pela uruguaia Veronica Perrotta. Para os representantes de O Inquilino, filme exibido na sessão das 18h no Teatro Álvaro de Carvalho - TAC, assistir à produção em uma sala cheia potencializa a experiência, especialmente por se tratar de uma comédia.
“Uma coisa que eu acho muito legal em festivais, é que em sessões assistimos filmes que a gente não necessariamente escolheu ver. Então ali temos uma variedade de gêneros, hoje tivemos animação, comédia, drama. Um festival traz a oportunidade de assistir uma linguagem que às vezes você não conhece ou o título de um gênero que você não é habituado”, destacou Frederico Vittola, ator protagonista de O Inquilino.
“Para nossa indústria local o FAM é muito importante por nos colocar em contato com outros realizadores, e parar de ter essa visão de que o cinema tem que sair daqui. E para o público que não está necessariamente ligado no universo do cinema, é uma oportunidade de, por exemplo, consumir curtas-metragens, um formato não tão conhecido para o público geral. Este é um festival que se propõe a ser bastante ativo, acessível com o público, e chegar a várias pessoas. É um ambiente muito rico”, apontou Isabelle Spaniol.
A presença do público também foi destacada pela equipe de Quemadura China. Para Verónica Perrotta, acompanhar a sessão no Brasil foi uma oportunidade de compartilhar humor e emoção, elementos que, segundo ela, fazem parte da própria experiência proposta pelo filme. A diretora também ressaltou o caráter especial de assistir à obra ao lado da produtora Aletéia, que esteve envolvida desde o início do desenvolvimento do projeto.
Por sua vez, Aletéia chamou atenção para a necessidade de ocupação dos espaços culturais pelo público. “A sociedade precisa se dispor a estar em contato com essas produções brasileiras e latino-americanas. Quando ficamos no evento de mercado, falamos muito de interação e cooperação. Isso tudo tem um lado dos negócios, mas tem que desaguar também no público. E acho que isso combina com a experiência da sessão de hoje. Nós cooperamos e fazemos o filme, mas, então, como essa história chega às pessoas. A coprodução é sobre um filme ser dos dois países. Então, é importante vermos tanto como os brasileiros se vêem nesse filme quanto como os uruguaios e todos os latinos se vêem”, explicou.
Sobre a experiência do festival, a figurinista do curta-metragem O Inquilino, Ana Lewis também ressaltou a combinação de filmes exibidos na sessão de curtas e como a narrativa foi encaixada para trazer diferentes emoções ao público e momentos de respiro. “Todas as obras tinham alguma particularidade, e foi interessante o jeito que foi apresentado. Havia momentos de tensão, então alívio. É ótimo poder ver trabalhos muito diversos, com pessoas diferentes, e muitos membros criativos”, disse. Com a proposta de trazer a cada dia uma pergunta a ser respondida pelo público, o FAM teve como questionamento nas sessões de domingo “Quem eu preciso ser diante do olhar do outro?”.
A equipe do O Inquilino ainda destacou que a trajetória do filme está ligada ao próprio festival. Segundo eles, o projeto começou a ser desenvolvido depois que a diretora Jordana Beck foi contemplada, em uma edição anterior do festival, com prêmios em materiais e equipamentos de filmagem. Os realizadores também ressaltaram o caráter universitário da produção, com mais da metade da equipe formada por estudantes.
Com programação gratuita e atividades voltadas tanto ao público quanto aos profissionais do setor, o FAM 30 anos segue até quarta-feira, 9, no TAC, em Florianópolis. A programação completa está no site famdetodos.com.br.
Consulte classificação indicativa e medidas de acessibilidade para as diversas atividades.
O Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM 30 anos é um projeto cultural viabilizado através da Lei Rouanet e Lei nº 15.746, de 11 de janeiro de 2012. Apoio Programa Ibermedia e Projeto Paradiso. Patrocínio Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, Prefeitura de Florianópolis, Sebrae e Itaú Unibanco. Realização Associação Cultural Panvision, Ministério da Cultura.