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Conversas FAM de Cinema 2025 destaca protagonismo indígena e feminino

Filme "Wadja"
Filme "Wadja"

Os documentários convidados terão exibições no período da tarde com um momento de debate entre público e realizadores

Oito documentários, do Brasil e da Argentina, serão exibidos durante as tardes do FAM 2025, em sessões especiais seguidas de importantes diálogos. O Conversas FAM de Cinema, atividade realizada pela Associação Cultural Panvision de forma presencial desde 2022, retorna na 29ª edição do Festival Internacional de Cinema Florianópolis Audiovisual Mercosul. As exibições são gratuitas e o público tem a oportunidade de conversar com realizadores, personagens e demais representantes das obras vistas em tela. A Mostra inicia já no segundo dia do Festival, sexta-feira, 5 de setembro, no Cine Show Beiramar Shopping.

Neste ano, os filmes convidados para o Conversas FAM são predominantemente brasileiros, com uma produção da Argentina e uma coprodução Brasil-Espanha. No Brasil, a mostra atravessa o país, tendo representantes do Acre, Amazonas, Distrito Federal, Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo e Sergipe. Além disso, Santa Catarina aparece na produção de quatro dos documentários. 

O Selo Marias de Cinema — atribuído a filmes que destacam a presença e protagonismo da mulher (seja nas narrativas ou bastidores) — é fortemente presente na mostra convidada: seis dos oito filmes possuem o selo. Também, a temática indígena ganha força nos bate-papos após as sessões, com questões como sustentabilidade e meio ambiente tomando parte. 

As sessões do Conversas FAM acontecem sempre às 16h, na Sala Petrobras — exceto no sábado, 6, devido à sessão da Mostra Especial Lei Paulo Gustavo. Os filmes são exibidos e, em seguida, o público é convidado a permanecer na sessão para tirar dúvidas, conversar e debater as temáticas apresentadas junto dos realizadores e personagens. As conversas serão ministradas pela roteirista, diretora e produtora Rastricinha Dorneles.

A primeira sessão, no dia 5 de setembro, traz a temática indígena e protagonismo feminino em destaque. Serão exibidos os documentários: Hermanas del Viento, de Julia Carrizo; Donas da Terra, de Ana Marinho; Wadja, de Narriman Kauane; e Rami Rami Kirani, de Lira Huni Kui e Luciana Huni Kuin. No domingo, 7, a exibição é da coprodução Brasil-Espanha, Os Naufragados, de Jorge Peña Martín. A segunda-feira, 8, terá a exibição do longa catarinense, Pedra Vermelha, de Ilka Goldschmidt e Cassemiro Vitorino. Não Dá Pra Esquecer, de Fabi Penna e César Cavalcanti, é o filme do dia 9. E Cobra Canoa, de Enio Staub, também com temática indígena, encerra o Conversas FAM no dia 10, último dia de Festival.

Consulte classificação indicativa e medidas de acessibilidade para as diversas atividades. 

O  29º Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM 2025 é um projeto cultural produzido através da lei de incentivo à cultura. Tem o apoio da  Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, Prefeitura Municipal de Florianópolis, através do Edital especial Lei Paulo Gustavo e do Prêmio Catarinense de Cinema, Fundação Catarinense de Cultura, Governo do Estado de Santa Catarina e Programa Ibermedia. Patrocínio ANCINE -  Agência Nacional do Cinema, Itaú Unibanco e Sebrae. Patrocínio Master Petrobras. Realização Associação Cultural Panvision, Ministério da Cultura, Governo Federal, União e Reconstrução.

Confira as sinopses dos filmes convidados:

Cobra Canoa, de Enio Staub | Brasil, Manaus, São Gabriel da Cachoeira/AM, Brasília/DF, Florianópolis/SC, Ribeirão Preto, São Paulo/SP | 107 min | 2025 | Documentário
Sinopse: Doéthiro Álvaro Tukano retorna ao Alto Rio Negro no Amazonas depois de 40 anos e vai em busca das tradições de seus ancestrais, proibidas por padres Salesianos. Na luta pelo direito à terra e a cultura é perseguido e agora volta para resgatar o que a máquina do tempo não consegue apagar.

Donas da Terra, de Ana Marinho |  Brasil, Porto da Folha/SE | 20 min | 2025 | Documentário
Sinopse: Ao retornarem às lembranças do período de lutas pelo território indígena Xokó, as mulheres destacam na narrativa coletiva novos personagens, modos de existência e performances. São histórias que se perderam no tempo, mas que permaneceram registradas nos corpos femininos. Ancorada no trabalho da memória da luta pela terra, Donas da Terra deságua na intersecção entre gênero e memória coletiva.

Hermanas del Viento, de Julia Carrizo | Argentina, Buenos Aires | 16 min | 2024 | Documentário
Sinopse: Há 25 anos foi fundada a banda de sikuris "Nuestra Señora de Fátima", a primeira banda da Argentina formada apenas por mulheres. Na peregrinação a Punta Corral — uma tradição antigamente protagonizada por homens — a banda relembra a conquista desse espaço, a partir dos vínculos, dos medos, das motivações e da rede que formam por meio da música.

Não Dá Pra Esquecer, de Fabi Penna, César Cavalcanti | Brasil, Florianópolis/SC, Resplendor/MG, São Paulo/SP | 76 min | 2025 | Documentário
Sinopse: Pensadores e Lideranças dos movimentos sociais dialogam sobre o apagamento sistemático da memória coletiva,em meio ao surgimento de grupos extremistas clamando pela volta da ditadura,propagando slogans totalitários,num combate explícito contra tudo o que representa a luta pelos direitos humanos. Familiares procuram informações e reparações sobre os mortos e desaparecidos no regime ditatorial.

Os Naufragados, de Jorge Peña Martín | Brasil, Florianópolis, Tubarão/SC, Espanha Málaga | 2024 | Documentário
Sinopse: O cineasta Jorge Peña Martín encontra numa praia misteriosa de uma ilha no sul do Brasil, e na comunidade que a habita, uma ponte sentimental com o bairro de Málaga onde cresceu – hoje invadido por turistas. Seu documentário observa de forma intuitiva um lugar condenado à morte (por um resort), sua história de naufrágios de galeões espanhóis e portugueses (ainda sob essas águas) e seus habitantes.

Pedra Vermelha, de Ilka Goldschmidt, Cassemiro Vitorino | Brasil, Chapecó, Itapiranga, Mondaí/SC | 109 min | 2025 | Documentário
Sinopse: O anúncio da construção de 25 grandes hidrelétricas na Bacia do Rio Uruguai deu origem a um movimento de resistência que virou símbolo de mobilização popular. São mais de 40 anos de luta contra o dilúvio programado do Rio Uruguai. Uma pedra no caminho do projeto da Usina Hidrelétrica de Itapiranga.

Rami Rami Kirani, de Lira Huni Kui, Luciana Huni Kuin | Brasil, Tarauacá/AC | 33 min | 2024 | Documentário
Sinopse: Até pouco tempo, as mulheres Huni Kuin não podiam consagrar e preparar o Nixi Pae (ayahuasca), apenas os homens conheciam o poder dessa medicina. Um filme sobre os aprendizados, as transformações e a força da ayahuasca através das mulheres Huni Kuin.

Wadja, de Narriman Kauane | Brasil, Águas Claras/PE | 29 min | 2025 | Documentário
Sinopse: O documentário biográfico conta a vida e carreira de Marilene Araújo, Wadja, mulher indígena, defensora das causas indígenas, da cultura, e fundadora da escola bilíngue Antônio José Moreira. Apresenta sua atuação pioneira na educação indígena e no ensino didático da língua materna do povo Fulni-ô, o yaathe.

Consulte a programação completa no site famdetodos.com.br.

 

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