Entrevista: Bhig Villas Boas, diretor de Imaginário Bar
22 Setembro 2026

Filme catarinense foi vencedor de quatro prêmios no FAM 30 anos
Imaginário Bar, curta-metragem de ficção do diretor Bhig Villas Boas, que estreou no FAM 2026, foi o grande vencedor da Mostra Curtas Catarinense, recebendo os Troféus Panvision de Melhor Filme nas categorias Júri Oficial e Júri Popular, além do Troféu Água Santa Rita e do Prêmio Apoiador, concedido por Aktoro, LinkDigital e MediaMundus.
O filme realizado em Itajaí (SC) é uma adaptação do conto "Versões", de Luis Fernando Veríssimo, e tem como protagonista o ator Carlos Francisco (Melhor Ator no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro por "Marte um" em 2022), que interpreta múltiplas versões do mesmo personagem, em uma reflexão sobre como a vida poderia ter sido diferente a partir de outras escolhas.
A produção marca o retorno à ficção do diretor, que tem em seu currículo prêmios como o de Melhor Curta de Ficção no Festival de Havana e Melhor Direção no Festival de Gramado por "A mulher do atirador de facas" (1989), com Carla Camurati e Ney Latorraca, e Melhor Curta no RioCine por "Frio na barriga" (1988). Entre sua produção documental, dirigiu “O Último Kuarup Branco” (2007), sobre a criação do Parque Indígena do Xingu, exibido no FAM 2008.
FAM - O que representam as premiações desta edição do FAM e qual sua relação com o Festival?
Bhig Villas Boas - Foi muito bom ter recebido esse reconhecimento do FAM, tanto do Júri Oficial quanto do Popular. Esse é o mais desejado por todos os diretores, quando você sente a vibração de quem está assistindo. Eu estava na sala, fiquei muito feliz. Tenho uma história com o Festival, já participei em outras edições, recebi outro prêmio de reconhecimento e fui júri em duas edições. Tenho um carinho muito grande pelo FAM, pelo profissionalismo e pela importância desse festival, tanto para Santa Catarina quanto para o cinema brasileiro.
FAM - Quais são seus próximos projetos?
Bhig Villas Boas - Vamos fazer um curta agora, premiado pela Lei Aldir Blanc, chamado Existe Tanto no Agora, que fala sobre a importância de estar realmente presente nos lugares e nos momentos. Esse filme foi pensado porque tenho um filho adolescente que fica grudado no telefone. Pensei que preciso falar para essa geração. O filme acontece num fim de semana, quando uma avó e seu neto de oito anos vão passar uns dias num lugar especial, mágico. E ali vão descobrindo momentos, os cheiros, a natureza, e vão interagindo. É um filme bastante delicado, difícil de fazer e espero que esteja presente o ano que vem no FAM de novo.
Estou com um núcleo de desenvolvimento, com três filmes, um longa documental, outro de ficção, e uma série musical para streaming, sobre a música de vanguarda no Brasil. O longa de ficção se chama Giuseppe, sobre um imigrante que vem da Itália para o Brasil pouco antes da Segunda Guerra, fugindo do fascismo de Mussolini. Antes de ter netos aqui, ele tem um final trágico, causado mais uma vez pelo fascismo. Esse filme é mais especial ainda porque é a história real do meu avô, que estou descobrindo agora.
Melhor Filme - Mostra Curtas Catarinense
Júri Oficial: Imaginário Bar, de Bhig Villas Boas | Brasil, Itajaí/SC | 9 min | 2026 | Ficção
Troféu Panvision, Prêmio Apoiador e Troféu Água Santa Rita
Juradas: Rastricinha Dorneles, Solange Adão e Tatiana Carvalho.
Júri Popular: Imaginário Bar, de Bhig Villas Boas (Itajaí/SC)
Troféu Panvision
Justificativa:
Um feliz encontro de trajetórias e saberes de campos artísticos que se materializam por meio de uma direção madura e uma atuação vivaz e precisa.
O Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM 30 anos é um projeto cultural viabilizado através da Lei Rouanet e Lei nº 15.746, de 11 de janeiro de 2012. Apoio Programa Ibermedia e Projeto Paradiso. Patrocínio Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, Prefeitura de Florianópolis, Sebrae e Itaú Unibanco. Realização Associação Cultural Panvision, Ministério da Cultura.







































