Entrevista: Adriana Maria Costa e a paixão pelos catálogos do FAM
06 Setembro 2026

A servidora pública acompanha o festival desde a segunda edição
Este FAM 30 Anos teve a grata surpresa de descobrir uma personagem entre o público que é fascinada por cinema, especialmente por curtas-metragens, e que coleciona os catálogos para consultar quando quiser. A servidora pública Adriana Maria Costa acompanha o Festival desde sua segunda casa, no Cine Cecomtur.
FAM - Como é a sua história com os catálogos do festival?
Adriana - Amo os catálogos porque através deles me recordo de detalhes dos filmes que vi. Às vezes, anos depois, quero comentar sobre algum curta, um longa, contar detalhes do filme a outra pessoa pra que ela possa procurar depois. Porque nós sabemos que os filmes que a gente vê no FAM são difíceis de encontrar em outros meios. Eu quero que a pessoa assista porque amei aquele curta brasileiro, amei aquele filme argentino. Os catálogos me ajudam muito, guardo com muito carinho.
Quando você começou a colecionar os catálogos?
Adriana - Foi no Cecomtur ainda, acho que na 9ª edição, que comecei a assistir o FAM. Sempre gostei de cinema. Tenho uma irmã bem mais jovem, ela foi fazer cinema, eu a levava para assistir Razão e Sensibilidade com 7 anos. Ela não mora em Florianópolis e gosto muito de dividir com ela quando ela vem, tenho que ter os catálogos para discutir, passar essas informações da minha experiência com FAM. Antes eu não conseguia os catálogos, mas a partir do 13º eu tenho, abre o Festival e já venho no balcão chorar por um catálogo. Estou bem contente que consegui o de 30 anos de FAM.
FAM - E para você, qual a importância do festival para a cidade?
Adriana - É muito interessante porque o cinema nos traz informações de todos os âmbitos, todos os gêneros, experiências que a gente não viveu ou que não precisa viver, mas pode conhecer através do cinema. E Florianópolis é uma cidade que ficou por muitos anos afastada dos grandes festivais que a gente encontrava em São Paulo, Rio. Com o FAM faz 30 anos que a gente também tem acesso ao cinema de toda a América Latina.
FAM - Quais são os momentos mais marcantes que você lembra?
Adriana - O último eu gostei muito, teve algumas entrevistas que achei bem interessantes. Lembro de um curta que tratava do afastamento dos filhos com a mãe, com a Nicette Bruno (curta A Casa das Horas, de Heraldo Cavalcanti), em que ela acabou tendo que se comunicar com o pessoal de telemarketing, ficava horas tentando comprar o produto, mas era pra conversar. Os curtas me emocionam muito, porque eles vêm em uma forma breve, mas trazem temas muito importantes, e hoje, com a tecnologia, é muito mais fácil fazer cinema. Nos primeiros FAMs, a gente sabia que a maior parte dos cineastas somente conseguiam produzir através de curtas.
FAM - E você acompanha toda a programação do Festival?
Adriana - Geralmente eu venho sempre, teve uma época que eu marcava as férias para os FAMs, para poder ir aos curtas, para poder ir às entrevistas.
O festival segue até a próxima quarta-feira, 9, no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), com ingressos gratuitos. A programação completa está no site famdetodos.com.br.
Consulte classificação indicativa e medidas de acessibilidade para as diversas atividades.
O Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM 30 anos é um projeto cultural viabilizado através da Lei Rouanet e Lei nº 15.746, de 11 de janeiro de 2012. Apoio Programa Ibermedia e Projeto Paradiso. Patrocínio Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, Prefeitura de Florianópolis, Sebrae e Itaú Unibanco. Realização Associação Cultural Panvision, Ministério da Cultura.







































