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Players vieram em busca de novidades do mercado latino no Encontro de Coprodução no FAM

Representantes da FigaFilmes, Paris Entretenimento, Vitrine e Elo Company. Foto Sabrina Nicolazzi
Representantes da FigaFilmes, Paris Entretenimento, Vitrine e Elo Company. Foto Sabrina Nicolazzi

Players do mercado audiovisual do Brasil, Argentina, Colômbia e Estados Unidos, entre produtoras, distribuidores, canais de TV e instituições participaram de pitchings e rodadas de negócios com produtores na 3º edição do Encontro de Coprodução do Mercosul no FAM.

A produtora independente Paris Entretenimento, braço da distribuidora Paris Filmes, foi um dos players. “Estamos interessados em encontrar novas vozes e ir além do eixo Rio/São Paulo. Não fizemos ainda nenhuma coprodução nesse sentido. Há interesse também na distribuição de filmes latino-americanos, um nicho que entendemos ser muito importante nas salas de cinemas nacionais”, diz Ricky Hiraoka, gerente de conteúdo e desenvolvimento da Paris. Ele selecionou quatro projetos para reuniões, três deles argentinos.

Ponte para o mercado dos Estados Unidos e de outros países, a distribuidora FigaFimes, de Los Angeles, trabalha somente com filmes latino-americanos. Veio ao ECM em busca de longas em finalização, ficção ou documentário, para adquirir direitos de representação mundial, trabalhar os filmes em festivais internacionais e vendê-los para diversas janelas. “Gostamos de ver projetos em fase de pitching para saber sobre os filmes que estão sendo produzidos e que estão por vir nos próximos anos. É uma empresa americana que está buscando se inserir mais no mercado brasileiro, ainda estamos mais no mercado latino do que no Brasil”, observa a produtora Lidia Damatto. Um dos filmes distribuídos pela Figa é o documentário Bixa travesti, de Claudia Priscilla e Kiko Goifman, com Linn da Quebrada, que ganhou o Teddy Award, prêmio queer do Festival de Berlim e foi pra mais de 200 festivais.

Distribuidora de filme independente fundada há quase 80 anos, a Artkino, da Argentina, é uma porta também para o mercado europeu. Distribui filmes latino-americanos nos últimos 20 anos. “Utilizamos o convênio de coprodução e codistribuição Brasil e Argentina firmado aqui no FAM, e também conteúdos fora desse convênio. Trazemos todo tipo de material. Lavoura Arcaica, por exemplo, apresentou uma quebra no que conhecíamos da cinematografia brasileira, também distribuímos Durval Discos, O Invasor, pelo convênio e fora dele”, diz o distribuidor Luis Vainikoff.

A distribuidora Vitrine Filmes esteve no ECM em busca de projetos para comercialização e coprodução brasileiras. “São conteúdos para serem distribuídos majoritariamente nas salas de cinema do Brasil, mas também em outras janelas, para uma distribuição mais plural. Participei dos pitchings, já havia lido os projetos antes e foi muito importante ter esse contato aqui ao vivo, para entender coisas que não estavam tão claras”, considera Amanda Kadobayashi.

Edson Viana, da produtora Moonshot, veio pela segunda vez ao ECM. “Minha expectativa é que a gente dê mais um passo na maturação de parcerias e de bons projetos em um momento de muita mudança na estruturação do ambiente audiovisual aqui no Brasil mas também no panorama global de mídia de entretenimento”.

Anselmo Prada, gerente de programação da NSC TV, que deu uma palestra sobre VOD (video on demand) no encontro, disse que a NSC, TV aberta, também recebe projetos que dialoguem com o espectador local e que possam ser multitela. “Temos interesse em projetos que entendam o valor da produção regional, podem vir de uma produtora argentina, desde que falem para o nosso espectador, e de produtoras que tenham conhecimento de leis de incentivo”, explica.

O 23º Florianópolis Audiovisual Mercosul teve o investimento do Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul - BRDE, Fundo Setorial do Audiovisual - FSA, Agência Nacional do Cinema - Ancine, com realização da Associação Cultural Panvision, Muringa Produções Audiovisuais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania, Pátria Amada Brasil, Governo Federal.

O ECM 2019 é uma produção da Associação Cultural Panvision, Petrus Barretto Advogados Associados e Muringa Produções Audiovisuais, com apoio institucional BRAVI - Brasil Audiovisual Independente, Instituto de Pesquisa Boca a Boca e Latam Cinema.
 

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