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Diretora Peri Azar apresenta obra baseada na orquestra Héctor e seu Jazz

Foto: Eduardo Lopes
Foto: Eduardo Lopes

Domingo, dia 29 de setembro no Cine Show Beiramar, a diretora e produtora Peri Azar estreou no FAM seu filme Gran Orquesta, que foi exibido em duas sessões, às 16h e às 19h15. A obra de Peri fala sobre a orquestra Héctor e seu jazz, uma das bandas mais importantes da Argentina entre os anos de 1944 e 1962. Após a exibição do filme, a diretora de Gran Orquesta respondeu algumas perguntas do público e fez breves relatos sobre sua obra.

Peri Conta começa contando um pouco sobre história do filme, sobre ter encontrado um baú em meio a restos de demolição e que era muito pesado, então trabalhadores da construção a ajudaram a retirá-lo dos escombros. Ela o levou para casa e cuidou dele como cuida de muitos arquivos que encontra pela rua, portanto não é único tesouro que guarda. Possui muitas fotografias e filmes, é apaixonada pelo arquivo Huerfanos, não é por acaso que trabalha no Museu de Cine de Buenos Aires.

Para ela, os arquivos domésticos são íntimos, fazem parte da nossa história e não podem ser esquecidos, com isso, considera que é uma enorme responsabilidade de todos cuidarem dos seus e dos que encontram perdidos nas ruas.

O arquivo que Peri encontrou na rua é uma preciosidade, pois diz respeito a uma Big Band muito conhecida de Jazz, que é um gênero pouco reverenciado na argentina por não ser reconhecido como um gênero nacional, por ser um gênero gringo, importado. Então o jazz argentino caminha em conjunto com o norte-americano, parte nos anos de 1920 na Argentina não é considerado algo valioso, por conta desse problema, fez com o que o trabalho de conseguir material para o filme fosse muito difícil, já que ela não queria que fosse um filme apenas de entrevistas.

Para Peri, era importante deixar um legado em meio a uma conjuntura em que ela como artista não se sentiria completa em fazer um documentário de “estampa”, algo que apenas diz verdades, pois tudo é relativo, “como ser humano, pensei que era importante deixar esse legado para o tema, para as gerações futuras terem por onde buscar quando estudarem sobre jazz argentino em geral”, enfatizou Peri. Essa Orquestra chegou a tocar no Brasil, Chile, Uruguai, então o que ela buscou fazer foi deixar algum tipo de marca histórica, nesses temas, em patrimônio.

Finalizando a sessão, ela diz que busca estar presente no maior número de sessões possível, porque é muito difícil fazer cinema na América Latina, pois se filma com pouco dinheiro, muitas vezes não há onde buscar ajuda e ser mulher neste meio é outra dificuldade. Peri agradeceu muito por quem disse gostar de sua obra e diz que está aberta à críticas pois está disposta a crescer com esse espaço também.

O 23º Florianópolis Audiovisual Mercosul teve o investimento do Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul - BRDE, Fundo Setorial do Audiovisual - FSA, Agência Nacional do Cinema - Ancine, com realização da Associação Cultural Panvision, Muringa Produções Audiovisuais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania, Pátria Amada Brasil, Governo Federal.
 




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