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Representantes de curtas de SC e do Mercosul marcam presença no FAM

Foto por Eduardo Lopes
Foto por Eduardo Lopes

A primeira sessão da Mostra Curtas Catarinense e Mercosul do terceiro dia de FAM, contou com a presença de representantes dos filmes A Alma do Negócio, de Rubens Belli; Eu Provavelmente Morrerei Anônimo, de Luiz Gustavo Laurindo, ambos de Santa Catarina; e Poesia Azeviche, de Thiago Pereira, que concorre pela mostra Mercosul. Todos fizeram questão de dar seu depoimento pouco antes da exibição dos curtas na sala 1 do CineShow no Beiramar Shopping.

A sessão teve início com a animação blumenauense A Alma do Negócio uma animação protagonizada por Bóris, um cachorro, e Rufus, um furão, que vivem com um garoto e outros bichos. De acordo com Rubens Belli, da produtora Belli Studio, a ideia desta animação, que é uma série no Disney Channel, é entreter as crianças usando de tecnologia, magia e criatividade para tirar a dupla das encrencas em que eles mesmos se colocam. Ainda segundo Belli, o pano de fundo das histórias, em geral, traz críticas e questionamentos sobre assuntos do dia a dia como o consumismo. “Buscamos engrandecer a experiência das crianças ao assistirem uma animação com a qual elas se identificam, sugerindo diversão com um fundo mais crítico”, finalizou o diretor.

Luiz Gustavo Laurindo, do curta Eu Provavelmente Morrerei Anônimo, uma produção de Palhoça e Florianópolis, agradeceu a presença do público e dedicou o filme à mãe dele, que estava na plateia. O curta é uma ficção sobre um comediante de stand up que insere situações reais em meio às piadas, sugerindo, também uma reflexão sobre o cotidiano.

Poesia Azeviche, por sua vez, esteve representado por Thiago Pereira. Ele contou que o documentário foi filmado em Salvador e a história foca nas memórias dos compositores e letristas de destaque dos Blocos-Afros Tradicionais da Bahia, desde a década de 70 até os anos 90. “A ideia foi mesmo dar luz às pessoas que estão na periferia e que compõem afoxé, samba e reggae, valorizando a identidade negra e a luta contra o racismo na Bahia e no Brasil”, contou Thiago.

Na sessão, outros três filmes foram exibidos. O argentino, Un Deseo, de Agustina Claramonte, no qual um idoso que vive numa casa geriátrica pede um difícil favor a sua neta; o mineiro Angela, de Marília Nogueira, em que a protagonista com mania de doença, tem seu mundo transformado com a chegada de uma vizinha. A diretora Marília é criadora do Cabíria Prêmio de Roteiro, voltado a roteiros escritos e protagonizados por mulheres; e Cabrita Sin Cuernos, de Sebastián Dietsch, o filme argentino é considerado pelo INCAA o melhor curta independente de 2018, em que uma menina de 7 anos é interrogada por ter aparecido na escola com um livro soviético, possivelmente comunista, em plena ditadura.
 

O 23º Florianópolis Audiovisual Mercosul teve o investimento do Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul - BRDE, Fundo Setorial do Audiovisual - FSA, Agência Nacional do Cinema - Ancine, com realização da Associação Cultural Panvision, Muringa Produções Audiovisuais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania, Pátria Amada Brasil, Governo Federal.




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