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Dada a largada para o Rally Universitário Floripa no FAM 2019

Parrticipantes do Rally. Foto Daniel Guillamet
Parrticipantes do Rally. Foto Daniel Guillamet

Numa mistura de idiomas, 25 estudantes da Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Paraguai e Honduras terão que ultrapassar as barreiras culturais e da língua para contar uma história. Cinco equipes vão produzir um curta-metragem em 100 horas sem parar durante o 23º Festival de Cinema Florianópolis Audiovisual Mercosul, na terceira edição do Rally Universitário Floripa. O desafio começou nesta sexta e termina com a exibição na tela do FAM na cerimônia de premiação, dia 2 de outubro.

O Rally é inspirado na experiência do Santa Cruz 100x100, que acontece no festival Fenavid, em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia. “Me encantei com esse laboratório de criação, produção e exibição, o filme ainda vai para a mostra competitiva no festival e é uma possibilidade de futuros trabalhos no audiovisual latino-americano”, disse Tiago dos Santos, produtor do FAM.
Marilha Naccari, diretora de programação do FAM, observou que essa experiência de colaboração entre pessoas que falam português, guarani e espanhol pode seguir para a vida. Os 10 curtas já produzidos nas edições anteriores do Rally já estão na plataforma de streaming Cine.Ar, da Argentina, disponíveis para um público de 2 milhões de pessoas, e os produzidos agora também irão. O tema escolhido deste ano para os curtas é sobrevivência e afeto.

A orientação dos participantes também é multicultural. São três tutores para as equipes, o diretor e produtor brasileiro Cavi Borges, a realizadora argentina Peri Azar e o cineasta e professor boliviano Juan Iván Molina Velasquez. Cavi é um dos produtores mais prolíficos do Brasil. Já realizou 66 longas-metragens e 140 curtas em 10 anos, em geral com poucos recursos. Peri Azar já trabalhou em praticamente todas as funções num filme, como se vê no seu documentário Gran Orquestra, que será exibido no FAM. Ivan Molina lembrou que é esta é uma prática de ação política e de inclusão.

Hanna Valentina Gomez, da Universidad Uniminuto, da Colômbia, veio ao Rally com recursos do programa Proímagenes, do Ministério da Cultura do país, assim como dois outros estudantes. “É uma experiência cultural, o idoma vai ser um desafio, mas vamos aprender muito”.

Dayane Ros, que será atriz coadjuvante dos filmes, participou do Rally no ano passado. Sua equipe, a Amarelo, continuou trabalhando junto. Criaram a produtora Amarelo, entre pessoas da Bahia, Santos, Curitiba, Itajaí e Florianópolis, e já realizaram quatro filmes. “Cada vez que entramos no set amarramos uma fita amarela, para lembrar que somos essa equipe”, conta. Como mora em Florianópolis, além de atriz ajuda o grupo na escolha de locações, figurinos e no que for preciso.

O 23º Florianópolis Audiovisual Mercosul teve o investimento do Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul - BRDE, Fundo Setorial do Audiovisual - FSA, Agência Nacional do Cinema - Ancine, com realização da Associação Cultural Panvision, Muringa Produções Audiovisuais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania, Pátria Amada Brasil, Governo Federal.




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