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Dia Nacional do Surdo: produção catarinense percorre 27 cidades do país

Crisálida - O Filme abriu a mostra de filmes convidados do FAM 2019
Crisálida - O Filme abriu a mostra de filmes convidados do FAM 2019

Em comemoração ao Dia Nacional do Surdo, Crisálida – O Filme foi exibido no Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM e a série estreou na TV Cultura e foi exibida em 27 universidades federais do país

“Este é o dia mais importante da minha vida”, vibra Serginho Melo, diretor da série e filme Crisálida, sobre o amplo espaço que as produções ganharam hoje, 26 de setembro, Dia Nacional do Surdo. Além de ser o primeiro longa-metragem convidado exibido na 23ª edição do Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM, a série Crisálida estreou na TV Cultura, onde seus episódios serão transmitidos ao longo de quatro quintas-feiras, e foi exibida em eventos realizados por 27 universidades federais do país.

Crisálida começou como um projeto pequeno e, aos poucos, foi tomando grandes proporções, segundo seus produtores. O ponta-pé inicial foi dado quando o projeto venceu o edital municipal do Funcine, em Florianópolis, prêmio que viabilizou a produção de um episódio piloto para a televisão. “A comunidade surda é muito engajada e isso fez com que o projeto ficasse conhecido, além de ter sido muito bem aceito em festivais”, explica Melo. Em seguida, ao vencer o Prêmio Catarinense de Cultura, oferecido pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), foi possível produzir quatro episódios de 30 minutos. Depois, a partir de um recorte feito da série, nasceu Crisálida – O Filme, o primeiro longa-metragem bilíngue em Libras e português produzido no Brasil.

Crisálida se propõe a fazer uma reflexão sobre o universo de pessoas surdas que vivem em uma sociedade pensada para pessoas que ouvem. “Temos mais de 10 milhões de surdos no Brasil, então porque não aprender Libras, assim como fazemos com outras línguas como o espanhol e o inglês?”, sugere Alessandra.

“Começamos no FAM, quando lançamos o curta em 2015, e agora estamos trazendo o longa. É muito gratificante pra gente ser sempre tão bem acolhido pelo Festival e ver uma sessão tão cheia”, comemorou Alessandra da Rosa Pinho, produtora executiva do projeto. Para Serginho Melo, o valor que a organização do FAM dá para a questão da acessibilidade também é muito importante. “A comunidade surda e os cegos gostam muito de cinema e de teatro e passam bastante trabalho com relação a isso”, lamenta. Durante o Festival, estão sendo inaugurados 100 equipamentos com recursos de acessibilidade, sendo 50 de audiodescrição e 50 de janela de Libras, que passarão a fazer parte do complexo Cine Show do Beiramar Shopping.

O 23º Florianópolis Audiovisual Mercosul teve o investimento do Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul - BRDE, Fundo Setorial do Audiovisual - FSA, Agência Nacional do Cinema - Ancine, com realização da Associação Cultural Panvision, Muringa Produções Audiovisuais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania, Pátria Amada Brasil, Governo Federal.




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