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Mostra Infantojuvenil tem programação diversa e agendamentos abertos para escolas

As sessões são gratuitas e para diferentes faixas etárias
As sessões são gratuitas e para diferentes faixas etárias

A programação da Mostra Infantojuvenil do FAM 2019, com 12 filmes em cartaz, revela um panorama de diversidade nos temas, linguagens e locais de produção, o que proporciona às crianças e adolescentes o acesso a outras visões de mundo, formas de contar histórias e pensar sobre elas.

A mostra será nos dias 30/9, 1º e 2/10, com sessões às 9 e às 14 horas, nas salas de cinema do CineShow, no Beiramar Shopping, com entrada gratuita. Escolas, centros comunitários e projetos sociais já podem agendar as sessões, que têm programas diferentes. As sessões no dia 30 são para a faixa etária de 6 a 10 anos; no dia 1º de 10 a 12 anos, e no dia 2 de 12 a 14 anos.

Escolas interessadas podem ser inscrever pelo e-mail infantojuvenil@panvision.com.br.

São filmes em competição de Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, com duas participações internacionais, do Peru e uma produção da Argélia com a Colômbia. Destacam-se as coproduções do Brasil com uma variedade de países, incluindo a China. Os curtas foram selecionados entre 50 inscritos.

Os representante estrangeiros são Como Jugando, de Berenice Adrianzén Zegarra, do Peru, que trata de como as crianças se adaptam a viver com poucos recursos e muita imaginação. Três meninos recolhem recicláveis para ter o que comer, mas a tarefa é encarada como uma caça ao tesouro. Em Mi Amigo Nayen, de Sergio Sánchez Álvarez, filme da Argélia e Colômbia, dois meninos se tornam amigos enquanto sonham, um é colombiano e outro vive num campo de refugiados na Argélia.

Três filmes são de animação. Frágil, de Ramon Faria, produção brasileira com a Índia, Estados Unidos e Venezuela, é sobre um idoso, Sr. Nakashima, que vive com um robô até a chegada de uma estranha criatura; em Guaxuma, de Nara Normande, feito em parceria com a França, a amizade de infância de duas meninas permanece com o passar dos anos; e Vivi Lobo e o Quarto Mágico, de Isabelle Santos e Edu MZ Camargo, do Paraná, também trata do bullying e da superação dele, a partir do empoderamento da menina Vivi.

Dois filmes têm como tema a vida do interior e suas transformações. O documentário de Florianópolis As Quatro Estações, de Lícia Brancher, fala das delícias do cotidiano de um menino na área rural. Na ficção Bicho do Mato, de Juliana Sanson, do Paraná, a vida de uma menina muda após uma inundação que atinge a propriedade rural da família, que precisa se mudar. Na cidade e na nova escola, ela terá que aprender a lidar com novidades, algumas delas ruins, como o bullying.

Quanto aos outros filmes de ficção, O Véu de Amani, de Renata Diniz, do Distrito Federal, retrata o cotidiano de uma menina paquistanesa no Brasil; Vô Ar, de Milena de Moura Barba, coprodução com a China, fala da relação de crianças e seus avós, a partir da brincadeira de pipa; em Uma História das Cores, de Victor Hugo Fiuza, do Rio de Janeiro, uma menina negra, escondida da mãe, decide alisar o cabelo para a apresentação de final de ano na escola; Lolo, de Leandro Goddinho e Paulo Menezes, coprodução com a Alemanha, é sobre um menino de 11 anos que tenta convencer seu primeiro amor, outro menino, a tornar público o relacionamento deles.

O diretor Leandro Goddinho também tem outro filme na mostra, Positive Youtubers - A Machinima Documentary, que aborda a questão do HIV para adolescentes, a partir de quatro brasileiros que têm canais no Youtube para informar sobre a doença de uma forma clara e positiva.

O Florianópolis Audiovisual Mercosul é uma realização da Associação Cultural Panvison e Muringa Produções Audiovisuais.




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