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Mostra Curtas Catarinense apresenta 12 produções

Filmes da capital, Oeste e Vale do Itajaí estarão em competição
Filmes da capital, Oeste e Vale do Itajaí estarão em competição

A Mostra Curtas Catarinense no FAM 2019 terá 12 filmes dos gêneros ficção, documentário, animação e experimental. Predominam as produções da região de Florianópolis, mas estarão em competição também filmes do Oeste e Vale do Itajaí, e uma coprodução com o Uruguai.

Duas animações fazem parte da programação. A Alma do Negócio, de Rubens Belli, de Blumenau, curta a partir da série Bóris e Rufus, exibida nos canais Disney XD, Disney Channel e TV Cultura, que foi finalista do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Bóris é um cachorro e Rufus um furão, os dois vivem com um garoto e outros bichos. A produtora Belli Studio também animou a série Peixonauta.

A animação em stop motion Almofada de Penas, de Joseph Specker Nys, coprodução entre Florianópolis e Montevidéu, já participou de mais de 40 seleções de festivais em 20 países, entre eles o principal festival mundial de animação, Annecy, em 2018. O diretor de fotografia Marcos Vinícius D’Elboux foi indicado ao prêmio de melhor direção de fotografia pela Associação Brasileira de Cinematografia (ABC). Ele também faz parte da equipe de making of do FAM. O lançamento do filme em Florianópolis incluiu uma exposição no Museu da Imagem e do Som e oficinas de stop motion. O filme é baseado num conto do escritor uruguaio Horacio Quiroga sobre o casal Alicia e Jordão e a estranha doença que a enlouquece.

Cinco curtas são de ficção, Apenas o Que Você Precisa Saber Sobre Mim, de Maria Augusta Vilalba Nunes e da produtora Novelo Filmes, de Florianópolis, foi viabilizada pelo Edital Prêmio Catarinense de Cinema. Fala sobre os adolescentes Fábio e Laura, que se tornam amigos em uma pista de skate, até ela desaparecer. Eu Provavelmente Morrerei Anônimo, de Luiz Gustavo Laurindo, produção de Palhoça e Florianópolis, é uma ficção sobre um comediante de stand up que insere situações reais em meio às piadas. Diário de Elizabeth, de Junior Rios, também da capital, trata de uma mulher grávida que coloca a vida dela e do bebê em risco ao usar o celular enquanto dirige.

O Alzheimer e o impacto nas estruturas familiares é tema de dois filmes. Em Selma depois da Chuva, de Loli Menezes, da Vinil Filmes, Selma é uma mulher trans que viveu afastada da família até precisar se reencontrar com sua mãe idosa, que sofre da doença. E Juventus F.C., de Alexandre Manoel, produzido em Rio do Sul, é sobre a relação de Laura e Antônio, filha e pai, em dois momentos, quando ela era criança, cuidada por ele, e depois, quando assume o cuidado do pai com Alzheimer.

Quatro filmes são documentários. Ecos e uivos nas terras de Condá, de Joelmir Zanette, aborda a cena musical de Chapecó, “o centro longe de tudo” e a importância da produção cultural local, com a participação de bandas como Repolho e Red Tomatoes. O filme foi realizado com recursos do Edital Municipal de Fomento e Circulação das Linguagens Artísticas de Chapecó.

Nas Curvas da Estrada, de Viviane Mayumi, produzido em Florianópolis, Guarujá do Sul e Curitiba, traz histórias e percepções de mulheres motoristas. Ivone dirige um ônibus escolar, Preta um caminhão e Soraya um táxi. Nossa Terra, de Samuel Moreira e Alves Deolli, uma produção de Itajaí, José Boiteux e Florianópolis, mostra o cotidiano de uma escola na terra indígena Ibirama Laklãnõ e o fortalecimento da cultura Xokleng. O ensino de língua Xokleng é parte do currículo.

Inclusão também é tema de Revolução Silenciosa: 10 anos de cotas raciais na UFSC, de Lucas Krupacz, de Florianópolis, que aborda os resultados da política de ações afirmativas na universidade a partir de depoimentos com a comunidade acadêmica, ao mesmo tempo que trata da desigualdade racial no Brasil, do histórico da política de cotas no país e da relevância dessas ações no ensino superior.

O curta experimental Vazios Habitados, do Duo Strangloscope (Rafael Schlichting e Cláudia Cárdenas), de Florianópolis, é resultado de uma convivência artística do Duo com os artistas Felipe Vernizzi e Rodrigo Ramos, em meio à natureza da Chapada Diamantina, usando projeções de imagem e som de um espaço sobre o outro.

O Florianópolis Audiovisual Mercosul é uma realização da Associação Cultural Panvison e Muringa Produções Audiovisuais.




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