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Último painel do FAM discutiu o diálogo e a articulação entre as frentes do audiovisual

Ralf Tambke e Ana Fonte. Foto Daniel Guillamet
Ralf Tambke e Ana Fonte. Foto Daniel Guillamet

 Articular entidades, associações e profissionais do audiovisual para, juntos, atualizar os regulamentos da área, fortificar a união entre as frentes e avançar no sentido de tornar a classe mais representativa e mais unida, convidando todos para o 9º Congresso Brasileiro de Cinema (CBC), em 2019. Este foi o grande objetivo do último painel do Fórum Audiovisual Mercosul, durante o FAM, realizado na tarde de sábado (23), quinto dia do festival que acontece no Centro de Cultura e Eventos da UFSC.

 Em meio às questões levantadas durante o painel “Congresso Brasileiro de Cinema e Diálogos Regionais”, estiveram a necessidade de se fazer uma convenção coletiva de trabalho, de acordo com Ana Fonte, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Cinema, o SintraCine; a relevância da regularização da relação patrão e empregado nas produções audiovisuais, que atualmente têm falhas de contratação, na visão do Ralf Cabral Tambke, vice-presidente do Sindicato da Indústria do Audiovisual de Santa Catarina, o SantaCine; o questionamento de o porquê da classe não dar maior importância para a Cinemateca de Santa Catarina, conforme questionou Pedro MC, presidente da Associação Brasileira de Documentaristas de Santa Catarina, também representante da Cinemateca; entre diversos outros pontos questionados durante a sessão.

 Após todos os problemas e necessidades expostos, Assunção Hernandes, diretora do Congresso Brasileiro de Cinema, uma das profissionais mais consideradas do setor, defendeu que os pontos abordados são relevantes e fazem a diferença no dia a dia de cada frente, mas o importante é que todos estejam unidos em prol de um avanço em comum, o qual todos almejam. Para ela, a guerra de classes é algo extemporâneo e, enquanto empresária do ramo, quanto mais regulamentado, mais tranquilo fica o trabalho e o acordo entre as partes. Ela ainda sugeriu que as partes combinem uma reunião por mês, em um local descontraído, como um bar, para debater problemas, mas também para se aproximarem e ter uma facilidade maior de diálogo. “Parece bobo isso, mas fizemos em São Paulo e a diferença no diálogo e na troca foi gritante”, comentou.

 Antes de abrir o microfone para a participação do público presente, entre eles coordenadores de cursos de cinema, produtores e profissionais do audiovisual, Roger Madruga reforçou que o objetivo da nova gestão do CBC é ouvir todos os envolvidos do setor audiovisual no Brasil e, para isso, em 2019 será realizado o Congresso, com o intuito de reunir todos e colocar em pauta os temas que precisam ser discutidos e afinados, inclusive com sindicatos e patronais. “Se a gente não se articular, podemos perder muito ou até tudo do que já conquistamos. Se tivermos boa liderança e trabalho coletivo, teremos chances de avançar”, observa Madruga. Ele ainda reforça que quem está começando precisa ter chances e condições de experimentação, mas também precisa entender mais de políticas públicas e captar melhor tudo o que foi conquistado por quem está na área há mais tempo.

 O 22º Florianópolis Audiovisual Mercosul tem o patrocínio do Funcultural, Fundação Catarinense de Cultura, Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esportes, Governo do Estado de Santa Catarina, do Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul - BRDE - , Fundo Setorial do Audiovisual - FSA -, Agência Nacional de Cinema - Ancine - , com apoio da Secretaria de Cultura e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina e realização Associação Cultural Panvision, Muringa Produções Audiovisuais, Ministério da Cultura e Governo Federal.

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