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Mostra Curtas Mercosul apresenta filmes de seis países

16 curtas serão exibidos na Mostra
16 curtas serão exibidos na Mostra

Dezesseis curtas-metragens do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai e Uruguai, selecionados entre 241 filmes inscritos, estarão em competição na Mostra Curtas Mercosul. São gêneros variados, incluindo terror, faroeste, comédia, experimental e inusitados documentários utilizando animação. A mostra será exibida entre os dias 19 e 24 de junho, às 19 horas, no Auditório do Centro de Cultura e Eventos da UFSC.

Do Brasil, participam produções de sete estados (Ceará, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro), com destaque para a participação de Goiás, com três filmes selecionados. A ficção Intervenção, de Isaac Brum Souza, acompanha um motoboy que trabalha na periferia de uma cidade e discute intervenções policiais no combate ao tráfico de drogas. O drama Real Conquista, de Fabiana Assis, se passa em um bairro de Goiânia que tem esse nome; uma mulher que vive ali busca uma vida melhor longe da violência. O documentário em animação O Malabarista, de Iuri Moreno, tem como personagens malabaristas de rua das grandes cidades.

Neste ano de Copa do Mundo, um dos filmes é sobre futebol, o documentário Boca de Fogo, de Luciano Pérez Fernández, do Rio de Janeiro, que tem como personagem um radialista, narrador de jogos numa cidade do sertão pernambucano. Outro tema bastante atual, a discussão da ditadura militar no Brasil, é o foco de outro documentário, Torre, de Nádia Mangolini, de São Paulo, apresentado em animação. Nele, quatro filhos do primeiro desaparecido político da ditadura militar brasileira, Virgílio Gomes da Silva, relatam suas infâncias.

Cinco das demais produções brasileiras são de ficção. A gente nasce só de mãe, de Caru Roelis, do Mato Grosso, é inspirado em fatos reais, que ocorreram com uma garota mãe de um recém-nascido e com dois irmãos menores para cuidar, numa região pobre e periférica. Casa Cheia, de Carlos Nigro, de Pernambuco, homenageia o cinema de terror, com a história de uma garota que interage com um fantasma.

Do Ceará vem a comédia Guiana Francesa, de Olavo Junior e Edmilson Filho. Guiana trabalha em um cabaré e tem o sonho de viver na França. Ouroboros, de Beatriz Pessoa e Guilherme Andrade, de São Paulo, discute a violência contra a mulher e o estupro, sob o ponto de vista das relações familiares e do perigo que pode existir onde menos se espera. Coral da Ponta, de Alan Stone Langdon, é um vídeo-arte experimental, produzido na Ponta do Coral, em Florianópolis, a partir da performance Dança Coral, realizada em 2016.

O Paraguai tem como representante a ficção Antolina, de Miguel Agüero, trata de uma mulher que vive numa região degradada. Seu filho morreu e as pessoas foram embora, no entanto um amigo a impede de ir também. O diretor também teve um filme exibido no FAM ano passado, Kurusu Rebelde. Outro filme realizado no Paraguai é o documentário Ekõ, de Claudio Servin Rios, que reuniu seis realizadores audiovisuais de distintos países (Paraguai, Chile, Argentina, Colômbia e Alemanha) para retratar a comunidade indígena Aché de Ypetîmí, de Caazapá, no Paraguai.

Da Colômbia vem um filme experimental, Fu, de Maria Rojas e Andrés Jurado, sobre a divindidade Fu, deus do sonho na cosmogonia Muisca, que vive numa lagoa próxima a Bogotá, lugar que tende a desaparecer. Da Argentina são dois filmes, os dois da região de Córdoba: La fiebre que espera despertar, de Juan Bobbio, é um faroeste no qual um crime dá início a uma revolta entre dois grupos de bandidos que agem numa área rural, e Mica, de Sandra Cagnolo, em que três amigos de infância começam a experimentar as mudanças e conflitos da pré-adolescência.

A ficção Las dos, de Emiliano Umpierrez, do Uruguai, se passa numa praça em Montevidéu, com apenas um plano-sequência e diálogos improvisados durante a filmagem. Na história, duas amigas têm sua amizade abalada com o surgimento de um estranho.

O 22º Florianópolis Audiovisual Mercosul tem o patrocínio do Funcultural, Fundação Catarinense de Cultura, Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esportes, Governo do Estado de Santa Catarina, do Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul - BRDE - , Fundo Setorial do Audiovisual - FSA -, Agência Nacional de Cinema - Ancine - , com apoio da Secretaria de Cultura e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina e realização Associação Cultural Panvision, Muringa Produções Audiovisuais, Ministério da Cultura e Governo Federal.
 

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