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Diferenças entre atuações no palco e na tela desafiam atores selecionados para o Rally Universitário

Atores acompanham palestra  “Actuar en Cine” - Foto: Marino Mondek
Atores acompanham palestra “Actuar en Cine” - Foto: Marino Mondek

Foram mais de 80 profissionais inscritos para atuar nos filmes do 1º Rally Universitário Floripa. Somente 5 deles foram selecionados. No primeiro olhar é um grupo diverso, mas com uma breve conversa é fácil notar o brilho comum nos olhos quando falam da atuação.

Eles foram selecionados para uma tarefa desafiadora: atuar em um curta-metragem feito em até 100 horas contínuas de produção. “Nunca tive atuado em um audiovisual, achei que seria uma boa experiência. O Rally é algo novo, então quis experimentar”, explica Jerusa Mary.

Na noite de abertura do Festival, cada um dos atores foi sorteado para protagonizar um dos filmes que estão sendo produzidos por 25 universitários de países do Mercosul. Fabricio Gastaldi, único estudante de teatro da UFSC entre o grupo, aprovou a forma como as equipes do Rally foram formadas. “Pegaram pessoas de várias partes do país, até de outros países, tem inclusive algumas barreiras linguísticas, e colocaram essas pessoas para produzir um curta juntos. Isso possibilita a troca de experiências de pessoas que não se conheciam.”

Incentivar a atividade de produção cinematográfica e promover o intercâmbio de conhecimentos é o objetivo do projeto, que também ofereceu aos atores a palestra “Actuar en Cine” com o argentino Jorge Román. Durante o encontro, a principal discussão foi sobre as diferenças da atuação no teatro e no cinema. “É desafiador e fantástico. Nós ficamos pensando nessas diferenças do teatro que é tudo out e do cinema que é tudo in. É muito curioso. E estar em um Festival para nós atores é incrível”, comenta Maria Fabi.

Outro obstáculo que os atores enfrentam é a relação com as equipes de produção do audiovisual e o processo de criação. Jocasta Germano, por exemplo, estranha isso por ter mais experiências com o teatro. “Estamos acostumados a fazer parte do processo, palpitar em cada detalhe da peça, mas no cinema é diferente. A pré-produção é deles e só depois chega para a gente.” Para Nicolas Lopes, que está mais familiarizado com os palcos do que com a câmera, essa distância dá um certo receio, porque de acordo com ele o ator também é um criador. Ele acredita que as pessoas têm dificuldades em entender que o artista não é somente a representação ou a leitura de um papel.

Além dos cinco atores principais, outros vinte ficaram disponíveis no book de elenco para compor os filmes do 1º Rally Universitário Floripa, que é uma parceria entre o Florianópolis Audiovisual Mercosul e o Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina.

O FAM 2017 tem o patrocínio Funcultural/ Fundação Catarinense de Cultura, Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esportes, Governo do Estado de Santa Catarina, da Petrobras e do Governo Federal, com apoio da Secretaria de Cultura e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina e realização da Associação Cultural Panvision.

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