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Procult e o fomento à economia criativa do país e região

Foto: Daniel Guilhamet
Foto: Daniel Guilhamet
A economia criativa representa 2,6% do PIB do Brasil, um volume de R$ 126 bilhões ao ano. A indústria da cultura teve um avanço de 70% na última década, o dobro de outros setores da economia, com a geração de 890 mil empregos. Esses foram alguns dos dados apresentados por Luciane Gorgulho, que comanda há 10 anos o departamento de Cultura, Entretenimento do BNDES no painel Procult e desenvolvimento do audiovisual regional, com a presença do presidente da Fundação Catarinense de Cultura, Rodolfo Pinto da Luz e do presidente do conselho diretor do Funcine, Marcelo Seixas. 

Os dados são de um mapeamento do valor da economia da cultura foi feito pela da Firjan – Federação das Indústrias do Rio de Janeiro em 2013. Não há um levantamento do IBGE nesse sentido, mas o mapeamento dá a dimensão da indústria cultural no Brasil. Entre os estados, São Paulo lidera a participação da economia criativa no PIB, com 3,7%, enquanto que a média nacional é de 2,5%. Santa Catarina detém 2,2%, à frente dos outros estados do Sul. “Esses números mudam o patamar do diálogo, você não é mais do setor pobre da cultura, não está mendigando, os dados são um escudo, uma credencial de quem representa 2,6% do PIB do Brasil”, afirmou Luciane.

O BNDES há 22 anos lança um edital anual de cinema e já investiu 620 milhões no audiovisual. Dentro das políticas mais recentes, criou Procult, uma linha de crédito de longo prazo e juros baixos em condições facilitadas para os produtores, com valor mínimo de 1 milhão, para financiar o negócio da produtora e não um projeto específico. As linhas para outros setores da economia são acima da 10 milhões. “É um programa que flexibiliza regras, faz uma diferenciação para que o setor possa absorver”. 

Em Santa Catarina, o governo estadual lançou em 2001 o Edital Catarinense de Cinema, uma iniciativa da Cinemateca Catarinense que se transformou em lei em 2002, reformulada em 2012, quando passou a se chamar Prêmio Catarinense de Cinema. Foram repassados R$ 20,6 milhões em 16 anos, que financiaram 10 longas e 52 curtas-metragens, além de vídeos e séries. O próximo edital, no valor de 6,8 milhões, com suplementação do Fundo Setorial do Audiovisual e será lançado no final em julho. Pinto da Luz lembrou também de outro mecanismo, o Prêmio Elisabete Anderle, para outras áreas da cultura que não o audiovisual, que tem inscrições abertas até a próxima segunda-feira e já tem mais de 1.300 inscritos. 

O painel está disponível na íntegra neste link: goo.gl/pNXbEK  
 

O FAM 2017 tem o patrocínio Funcultural/ Fundação Catarinense de Cultura, Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esportes, Governo do Estado de Santa Catarina, da Petrobras e do Governo Federal, com apoio da Secretaria de Cultura e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina e realização da Associação Cultural Panvision.

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