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Rally Universitário: uma imersão de muita troca e experiência

Transmissão do encontro no estúdio no IFSC. Foto Daniel Guilhamet
Transmissão do encontro no estúdio no IFSC. Foto Daniel Guilhamet

A pandemia do novo coronavírus fez muitas pessoas, empresas e eventos se reinventarem. O FAM, inclusive, passou por esta reinvenção. Não por acaso, o evento de 2021 acontece (pelo segundo ano consecutivo) de forma on-line. Porém, se no ano passado foi possível adaptar, também, o Rally Universitário, neste ano a organização optou por realizar um encontro com os participantes do primeiro filme vencedor da categoria, mas deixou para colocar o Rally em prática em 2022, quando o evento será presencial.

Assim, no domingo (26), quarto dia do 25º Festival Internacional de Cinema Florianópolis Audiovisual Mercosul, foi realizado o “Encontro Rally Universitário - uma conversa sobre coprodução de raiz”, com a presença de representantes da primeira equipe vencedora que assinou o filme “Luto”, em 2017, formada por Maielle Ramos da Silva, na produção, Edu Camargo, direção, Bruna Nicoletti, fotografia, Victor Toth Uehara, som, Gersson Salinas Lope, edição, e as atrizes Jerusa Mary e Fernanda Nascimento.

Jerusa e Victor participaram da conversa com mediação de Alejandro Fuentes, diretor-geral do Fenavid, festival boliviano que realiza o projeto 100x100, inspiração do Rally Universitário. A apresentação ficou com Tiago Santos, diretor executivo do FAM.

De acordo com Tiago, o Rally é um espaço para viver presencialmente o que é fazer um filme em 100 horas, com as emoções, prazos, discussões, mentorias e muito mais que essa vivência sugere. Por isso, decidiu-se que o próximo Rally será feito presencialmente, sendo que a equipe vencedora de 2020, que assina o videoclipe “E quem vai dizer”, já está escalada para participar do evento.

Durante a conversa, tanto Victor quanto Jerusa foram unânimes ao dizer que vale cada minuto da experiência de fazer um filme em 100 horas. “Coisas que não aprendemos na faculdade, a gente aprende com a troca de experiências entre todos da equipe”, contou Victor.

Ele lembrou que precisou dormir na sala de edição de som, para conseguir entregar sua parte e, no dia seguinte, a equipe poder continuar todo o processo para finalizar o filme. Na época em que participou do Rally, ele era estudante de graduação. Atualmente, apesar de ainda não ter entregado o TCC devido à pandemia, trabalha como videomaker e, além do FAM, teve a experiência de ir para o Fenavid, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e continuar fazendo as trocas com vários outros profissionais e estudantes do audiovisual.

Jerusa, por sua vez, disse que fez a inscrição para participar do Rally muito de última hora, porque estava em um período de muitas demandas da graduação. Quando viu que tinha sido aprovada, ficou surpresa e, por fim, ficou muito feliz por ter participado da experiência multicultural que é essa maratona. Afinal, são 100 horas para produzir um curta com pessoas que você não conhece, que falam outros idiomas e têm diferentes culturas. O idioma, no entanto, não atrapalhou Jerusa que, por morar em Florianópolis, está acostumada com a visita dos hermanos durante a temporada de verão.

Alejandro, que acompanha o FAM há 15 anos e contou que já aprendeu muito com o Antonio Celso dos Santos, diretor-geral do evento, ficou muito contente em participar dessa conversa e, ao relembrar o motivo de ter idealizado o projeto 100x100, afirmou ele nasceu da necessidade de reunir os realizadores da América do Sul para poderem se reconhecer como cineastas latino americanos e conhecer suas diferentes formas de fazer cinema.

“Na Bolívia não existe uma escola de cinema para aproveitarmos e fazer networking, tive essa ideia inspirada em festivais da europa, em que os realizadores encontravam-se para conversar e trocar ideias, de onde saíriam futuras coproduções”, afirmou.

Depois de ganhar o Prêmio Júri Oficial, na categoria Rally Universitário, no FAM 2017, o filme “Luto”, passou por mais de 50 festivais do Brasil e da América Latina, graças ao diretor, Edu Camargo, que o inscreveu em diversos editais. Durante a conversa, Tiago reforçou a importância de fazer essas inscrições, que acabam fazendo com que o filme circule por mais tempo.

A conversa terminou com possibilidades de novas e contínuas parcerias entre FAM e Fenavid, e com Victor e Jerusa convidando todos para assistir a “Luto”, que está em cartaz até terça-feira, ao lado dos outros filmes vencedores de cada uma das edições do Rally Universitário: “E Quem Vai Dizer”, “El Grand Día” e “Sociedade Etiquetada”. Todos estão concorrendo na categoria com votação do Júri Popular.

O 25º Florianópolis Audiovisual Mercosul tem o patrocínio do Sebrae e é uma realização da Associação Cultural Panvision e Muringa Produções Audiovisuais.



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