Histórico

Em 1997, a Panvision deu vida ao FAM, festival que se consagrou como um dos acontecimentos audiovisuais mais importantes do Sul do Brasil e que agora celebra sua 20ª Edição. Em todos esses anos, o FAM conquistou o reconhecimento do público e da classe pelo trabalho de difusão cultural das diversas cinematografias do Brasil e dos países do Mercosul.

A história do FAM é uma história de sucesso, de ineditismo e de um constante aperfeiçoamento dos canais de comunicação entre público e profissionais do setor audiovisual no Brasil e nos países do Mercosul. Um dos pilares do FAM é o Fórum Audiovisual do Mercosul criado para discutir políticas para o desenvolvimento do setor nos países que constituem o bloco.

O objetivo de fomentar a formação de público, difundir obras inéditas e viabilizar o debate de temas da plataforma audiovisual tem sido plenamente atingido. Mais do que isso, a cada ano aumenta a procura do público e a participação de cineastas, diretores e produtores do mercado audiovisual que atuam no Brasil e nos países do Mercosul.

Conheça um pouco da nossa história:

 2013 - Durante o 17º Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM), realizado na Universidade Federal de Santa Catarina entre os dias 14 e 21 de junho de 2013, mais de 20 mil pessoas puderam conferir 82 filmes, incluindo estreias nacionais e produções premiadas.
O FAM 2013 teve patrocínio da Lei de Incentivo à Cultura, FunCultural/Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte/Governo do Estado de Santa Catarina, Petrobras, Ministério da Cultura/Governo Federal, apoio da Universidade Federal de Santa Catarina e Fundação Franklin Cascaes/Prefeitura Municipal de Florianópolis, e realização da Associação Cultural Panvision.
A mostra mais tradicional do FAM, a Mostra de Longas Mercosul, trouxe nove filmes dentre as grandes produções recentes do cinema da região, sendo dois exibidos no encerramento. Cinco deles brasileiros: “Rendas no Ar”, de Sandra Alves, que fez sua estreia, “Nove Crônicas para um Coração aos Berros”, de Gustavo Galvão, “Cores”, dirigido por Francisco Garcia, “A Memória que me Contam”, de Lúcia Murat, coprodução com o Chile e a Argentina, e “A Casa Elétrica”, de Gustavo Fogaça, coprodução com a Argentina.
Outra coprodução, desta vez Chile-Argentina, foi o faroeste contemportâneo “Sal", de Diego Rougier; da Venezuela foram exibidos dois longas, “La Niña de Maracaibo”, de Miguel Curiel, e “Piedra, papel o tijera”, de Hernán Jabes. O Uruguai foi representado por “Tanta Água”, de Ana Guevara e Leticia Jorge. A Mostra de Curtas Mercosul exibiu 24 produções do Brasil, Uruguai e Argentina. No DOC-FAM foram sete filmes, entre eles o documentário convidado “A mulher de longe”, de Luiz Carlos Lacerda, e “Dossiê Jango”, de Paulo Roberto Fontenelle. A Mostra Catarinense teve oito filmes, realizados na maioria em Florianópolis, sendo várias estreias, e a Mostra Infantojuvenil exibiu 15 produções.
Duas mostras foram convidadas: a Outros Olhares, com oito curtas-metragens da Venezuela e a FESTin Ilha, composta de filmes do Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, realizado em Lisboa. Foram exibidos 16 curtas e um longa-metragem.
O FAM fez três homenagens: à Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas (ABD Nacional), por seus 40 anos de história; a Zita Carvalhosa, criadora do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo - Curta Kinoforum; e aos 10 anos do Sintracine - Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Cinematográfica e do Audiovisual de Santa Catarina.
O Fórum Audiovisual Mercosul foi composto de três painéis, com os temas mais emergentes do cenário audiovisual: “TV Pública na emergência das linguagens digitais”, “Coproduções - acordos bilaterais do bloco” e “A TV no âmbito da Lei 12.485/2011 e a demanda de produção de conteúdos regionais”, com a presença, entre outros, de Orlando Senna, presidente da Televisão América Latina (TAL) e Eva Piwowarski, do Programa Polos Audiovisuais da televisão digital aberta da Argentina.
Houve também encontro das principais entidades cinematográficas do Sul do país e oficinas gratuitas de computação gráfica, som no cinema, negócios transmídia e ambientes interativos, motion graphics e workflow da pós-produção.
Na categoria mais disputada das mostras competitivas – a Curtas Mercosul – o filme argentino “Lobo Está”, dirigido por Hugo Curletto e Marcos Altamirano, levou três prêmios pelo Júri Oficial: Melhor Filme, Melhor Ficção e Melhor Montagem. Outro argentino – “Quitral”, de Francisco J. Paparella – conquistou os prêmios de Melhor Direção e Melhor Roteiro. A coprodução de Uruguai e Alemanha “Monstruo”, dirigida por Carlos Morelli, ficou com os prêmios de Melhor Ator e Melhor Fotografia. Na votação popular, o catarinense “Desencanto”, de Marco Stroisch, foi o melhor filme.

 

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