Entrevistas

A potência do audiovisual da Tríplice Fronteira

Foto Daniel Guillamet
Foto Daniel Guillamet

Marisa Hassan, produtora audiovisual e gerente de Fomento do Instituto de Artes Audiovisuales (IAAviM) de Misiones, Argentina, representou a Rede de Cooperação Audiovisual EntreFronteras numa mesa no FAM 2019, com a participação de Guillermina Villalba, da Secretaria Nacional de Cultura do Paraguai. Constituída por organizações públicas e privadas do audiovisual do Nordeste argentino, parte oriental do Paraguai e Sul do Brasil, a rede foi fundada em 2017, durante o Festival de Cine al Aire Libre, em Encarnación, Paraguai, com a participação da Associação Panvision, realizadora do FAM. Marisa também teve um filme na Mostra Infantojuvenil, Cara Sucia, uma coprodução Argentina, Espanha e Suíça.

FAM - Qual é o grande objetivo da Rede EntreFronteras?
Marisa Hassan
- Conseguimos viabilizar um acordo entre o setor público e o privado dentro do audiovisual na região conhecida como Tríplice Fronteira. Além disso, conseguimos nos reconhecer e fazer alianças duradouras, sempre com o objetivo de crescermos juntos. É um grande desafio organizar o audiovisual nos três países, mas é muito necessário ver os projetos com potencial serem feitos em coprodução no setor, entre fronteiras, com intercâmbio de capacitações e apoios financeiros. Isso mostra a potência que a rede tem. Nossa fortaleza tem a ver com histórias formativas, uma identidade comum e a construção de políticas públicas audiovisuais na região, um trabalho permanente. Iremos confluir essas forças no Mercado EntreFronteras, de 5 a 8 de novembro, em Posadas, na Argentina.

FAM - Como foi a experiência de produzir Cara Sucia com países europeus?
MH -
Foi uma tarefa interessante, principalmente devido à possibilidade de entender as culturas de diferentes países. Entre as produtoras, temos uma coisa em comum: nós três somos pequenas. Por trabalharmos com a mesma dinâmica de empresa pequena, foi possível levar adiante o projeto. Além de ser exibido no Brasil, também estamos trabalhando para fazer a exibição nos outros dois países.

O 23º Florianópolis Audiovisual Mercosul teve o investimento do Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul - BRDE, Fundo Setorial do Audiovisual - FSA, Agência Nacional do Cinema - Ancine, com realização da Associação Cultural Panvision, Muringa Produções Audiovisuais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania, Pátria Amada Brasil, Governo Federal.

 




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