Entrevistas

Cenário pulsante no audiovisual paraguaio

Guillermina Villalba, foto Daniel Guillamet
Guillermina Villalba, foto Daniel Guillamet

Guillermina Villalba, diretora de Audiovisual da Secretaria Nacional de Cultura do Paraguai, participou, juntamente com Marisa Hassan, representante da Rede EntreFronteras, de uma mesa nesta quarta no FAM 2019. Guillermina falou sobre as recentes mudanças no audiovisual do país, com a implementação da Lei do Audiovisual.

FAM – Como está o cenário no setor audiovisual com a nova lei?

Guillermina Villalba – A Lei do Audiovisual do Paraguai foi promulgada em 2018, e agora esperamos sua regulamentação, com isso se conforma o Instituto Nacional do Audiovisual Paraguaio. Estamos num momento pulsante, são produzidos cinco, seis longas-metragens por ano, e há toda uma articulação sendo gerada com a Rede EntreFronteras, com o Brasil, Uruguai, Argentina, vamos acompanhamos o processo com o setor privado, fazendo políticas públicas para que o setor vá crescendo.

Recebemos uma visita histórica de autoridades do Ibermedia, com oficinas de formação e tutorias para projetos em convocatórias. Estamos participando muito ativamente da Recam (Reunião Especializada de Autoridades Audiovisuais do Mercosul), com as salas digitais, circulando conteúdos da região. Temos histórias similares, nossa força de articulação está cada vez melhor.

FAM - Já há editais ou fundos específicos de financiamento às produções?

GV - Atualmente o Paraguai, através da Secretaria Nacional de Cultura, está ingressando no Programa Ibermedia que dará um certo pulmão às coproduções, e a secretaria está aportando fundos destinados a apoiar as coproduções de produtores independentes, há vários projetos que não participam da convocatória Ibermedia, mas são financiados em parte pela secretaria e diversas entidades apoiando com alguma porcentagem. Também está previsto o Fundo Nacional do Audiovisual.

Estamos acompanhando e apoiando-nos, o Paraguai está criando uma identidade própria de cinema. Temos muitos curtas produzidos, longas como Las herederas, de Marcelo Martinessi, que estreou no Festival de Berlim de 2018 e ganhou dois Ursos de Prata, e Kokue, de Miguel Aguero, que é falado em guarani, foi um dos vencedores deste Encontro de Coprodução no FAM. Falar em guarani é um questão muito sensível pra nós, nos identifica como nação.

O 23º Florianópolis Audiovisual Mercosul teve o investimento do Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul - BRDE, Fundo Setorial do Audiovisual - FSA, Agência Nacional do Cinema - Ancine, com realização da Associação Cultural Panvision, Muringa Produções Audiovisuais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania, Pátria Amada Brasil, Governo Federal.
 




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