Entrevistas

Cavi Borges e os rallys da vida real

Cavi Borges é veterano do Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM
Cavi Borges é veterano do Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM

Produtor carioca, Cavi Borges é veterano do Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM com participação e premiação nas mostras competitivas. Na edição 2019, no entanto, estréia como tutor dos 25 estudantes que estão participando da Maratona Cinematográfica, desafio que integra a terceira edição do Rally Universitário Floripa. “Acho que me escolheram por que eu sou conhecido por fazer produções em tempo recorde”, brincou Borges na entrevista que concedeu à equipe do FAM.

Na Maratona Cinematográfica, os estudantes vivem a intensa experiência de produzir um curta-metragem em 100 horas contínuas de trabalho e contam com o apoio de tutores. Nesta edição, além de Cavi Borges, os estudantes estão sendo auxiliados pela cineasta argentina Peri Azar e pelo sociólogo e realizador independente boliviano Juan Iván Molina. Os cinco filmes produzidos pelas equipes serão exibidos na cerimônia de encerramento do FAM 2019, no dia 02 de outubro, no Teatro Álvaro de Carvalho.

O Rally Universitário Floripa 2019 reúne palestras e oficinas destinadas a estudantes de cinema e comunicação. A iniciativa tem como objetivo dar aos participantes a oportunidade de vivenciar na prática o conteúdo aprendido em sala de aula, além de incentivar e promover a atividade de produção cinematográfica e o intercâmbio de conhecimento entre os estudantes dos países do Mercosul.

O 23º Florianópolis Audiovisual Mercosul teve o investimento do Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul - BRDE, Fundo Setorial do Audiovisual - FSA, Agência Nacional do Cinema - Ancine, com realização da Associação Cultural Panvision, Muringa Produções Audiovisuais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania, Pátria Amada Brasil, Governo Federal.

FAM – O que você acha desse tipo de maratona cinematográfica?

Cavi Borges – Eu acho maravilhoso. Eu acho que o mais legal é essa coisa de misturar as pessoas de países diferentes, de misturar professores de países diferentes. Eu tenho certeza que vou aprender mais do que vou ensinar aqui. Essa coisa de fazer filme na urgência também acontece muito lá no Rio. Vários filmes eu faço em dois, três dias. Nem é rally não, mas acaba sendo. No cinema tempo é dinheiro, então quanto menos tempo você gasta pra fazer um filme, mais barato ele fica. É um desafio, mas eu acho interessante.

FAM – Qual será o seu papel durante a Maratona?

CB – Eu acho que eu vou ajudar. Faço tudo! Se precisar eu produzo, se quiser eu filmo junto. Eu vim pra cá pra isso. Eu sou especialista em vídeo. Minha produtora faz muito filme. Por ano, são dez 10 longas, três séries, vinte curtas... é uma loucura. A gente filma muito rápido e acho que por isso que me chamaram, por essa experiência grande que eu tenho de produzir muitos filmes e de forma rápida.

FAM – Como é sua história com o Festival?

CB –
Todo ano eu inscrevo uns 10 filmes e brinco com a Marilha (diretora de Programação): passa meus filmes, passa meus filmes. Já fui homenageado, já ganhei o FAM com alguns filmes. Meus primeiros curtas passaram aqui. Venho desde 2007.

FAM – O que você acha desse festival que se propõe a olhar para produções do Mercosul?

CB – Eu acho maravilhoso. Acho que talvez seja o único do Brasil com esse viés de América Latina, de Mercosul. Até tem um ou outro, mas essa importância que vocês dão pra esse cinema, trazendo os realizadores, diretores, distribuidores... realmente acho que aqui funciona esse intercambio. Não é só pra aparecer no release e conseguir patrocínio. Aqui realmente rola esse encontro, esse mix de pessoas. Eu acho muito doido, por que o Brasil, apesar de estar do lado desses países, está muito distante. Eu conheci um boliviano que vai lançar o filme hoje aqui. Eu nunca vi nenhum filme boliviano e ele quase não viu filme brasileiro. A gente está do lado e a gente não reconhece quase nada do cinema da Bolívia, do Paraguai, da Venezuela. Esse festival aqui é um dos únicos que dá a chance de você conhecer a filmografia, os diretores...

O 23º Florianópolis Audiovisual Mercosul teve o investimento do Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul - BRDE, Fundo Setorial do Audiovisual - FSA, Agência Nacional do Cinema - Ancine, com realização da Associação Cultural Panvision, Muringa Produções Audiovisuais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania, Pátria Amada Brasil, Governo Federal.




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