Entrevistas

Uma aproximação com o audiovisual da Colômbia

Adelfa Martinez. Foto Daniel Guillamet
Adelfa Martinez. Foto Daniel Guillamet

Adelfa Martinez, secretária executiva da Conferência das Autoridades Audiovisuais e Cinematográficas Ibero-americanas (CAACI), que mantém o Programa Ibermedia, veio ao FAM para participar de um painel do Fórum Audiovisual Mercosul sobre fomento a coproduções, e também assistiu à primeira exibição no Brasil do longa Sargento Matacho, produção colombiana, nesta sexta.

FAM - Você informou que o Brasil realizou apenas quatro filmes em coprodução com a Colômbia, existem iniciativas de estreitar essas relações?
Adelfa Martinez -
Através do Programa Ibermedia temos fortalecido esse espírito de cooperação e integração do espaço audiovisual ibero-americano. O Ibermedia tem sido esse veículo com que trabalhamos há 20 anos. Nos sentimos muito orgulhosos de ter apoiado mais de 800 projetos de coprodução, o dobro de projetos de desenvolvimento, mais de 600 filmes já estrearam, resultando em mais cooperação entre os países, cinematografias mais sólidas e maiores aportes ao fundo, apoiando países com cinematografias emergentes.

Hoje estamos tratando para que países grandes coproduzam realmente com os pequenos, nesse cenário o Brasil é o grande país que todos têm desejo de fazer acordos de coprodução. A Colômbia também tem interesse no Brasil, mas estamos trabalhando na aproximação de produtores para estabelecer laços de confiança. As coproduções são como um casamento e a ideia é que deem certo.

Neste momento conseguimos que o Brasil venha como país convidado para o mercado audiovisual de Bogotá, e também criamos um espaço no mercado audiovisual de Cannes e outros festivais internacionais, para promover encontros entre produtores. Disso tem saído coisas muito interessantes nos últimos anos, como o filme Los Silencios, de Beatriz Seigner, coprodução majoritária brasileira e minoritária colombiana, mas que se realizou na Colômbia. Foi exibido em Cannes, são conquistas como essas que temos que seguir fortalecendo.

FAM - E como vê o papel de um festival como o FAM, com foco no Mercosul?
Adelfa Martinez -
No FAM é minha primeira vez, está claro para mim que as funções dos festivais são formar público e garantir aos espectadores uma circulação dos filmes que não chegariam às telas de outra maneira. O FAM faz um trabalho interessante nesse sentido, e mais ainda com o foco especial no Mercosul, apresenta outras visões da América Latina, assim como cenários acadêmicos e fóruns, que também são caminhos de fortalecimento das coproduções.

O 22º Florianópolis Audiovisual Mercosul tem o patrocínio do Funcultural, Fundação Catarinense de Cultura, Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esportes, Governo do Estado de Santa Catarina, do Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul - BRDE - , Fundo Setorial do Audiovisual - FSA -, Agência Nacional de Cinema - Ancine - , com apoio da Secretaria de Cultura e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina e realização Associação Cultural Panvision, Muringa Produções Audiovisuais, Ministério da Cultura e Governo Federal.

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