Entrevistas

Atriz Rejane Arruda estreia como cineasta no Espírito Santo

Foto: Daniel Guilhamet
Foto: Daniel Guilhamet

Jurada das mostras Curtas Mercosul e Catarinense do 22º Florianópolis Audiovisual Mercosul, a catarinense Rejane Arruda, atriz, professora e diretora de teatro e, agora, também cineasta, deixou Florianópolis há muito tempo para seguir carreira em São Paulo e, há cinco anos, está radicada no Espírito Santo.

Na entrevista abaixo, Rejane fala da importância do FAM para a divulgação do trabalho dos jovens cineastas, do momento que vive em sua carreira e sobre o curta-metragem que dirigiu e que estreará agora em julho:

Pergunta – Você está participando do júri do FAM. O que está achando dos filmes e do festival até agora?
Rejane Arruda -
Estou muito honrada em participar desse momento, acho que o FAM sempre foi um grande festival muito importante para proporcionar aos jovens cineastas uma oportunidade de mostrarem seus filmes e entrarem em contato com distribuidores, participar de toda essa troca que existe no mercado audiovisual, de defesa dos filmes nos pitchings. É um grande mercado que está acontecendo aqui e eu acho importante as pessoas presenciarem isso, esse valor que adquire o cinema latino-americano enquanto uma identidade que vai se formando ano a ano. Hoje o FAM tem 22 anos e ele contribuiu muito para a gente se reconhecer também enquanto multi-identidades inseridas nesse contexto latino-americano.

Pergunta – Você é aqui de Florianópolis, mas há muito tempo foi para o centro do país para seguir a carreira de atriz. Por onde você anda agora?
Rejane –
Eu morei 24 anos em São Paulo e estou há cinco no Espírito Santo, morando em Vila Velha. É muito bonito lá, parecido com Florianópolis. Me apaixonei por lá. E, também, encontrei um mercado efervescente, um lugar para ser construído. Muita coisa está acontecendo hoje, e o mercado e as pessoas me acolheram muito. Estou escrevendo peças de teatro em um grupo chamado Elas Tramam, a gente tem financiamento pela Secretaria de Cultura do Espírito Santo. Estou coordenando o curso de Artes Cênicas da UVV (Universidade de Vila Velha), dou aula lá e dirijo uma companhia chamada Poéticas da Cena Contemporânea. E agora comecei a dirigir cinema. Então são muitos acontecimentos que estão me fazendo ficar por lá mesmo, embora eu venha sempre visitar a família, tenho os meus pais aqui em Floripa, o meu irmão (o surfista e shaper Guga Arruda) e meus sobrinhos, minha avó que fez agora 95 anos, minhas tias. A minha irmã (a também atriz Carolina Kasting) mora no Rio (de Janeiro), mas agora está em Portugal, em Lisboa, gravando uma novela. E a Ilha é a minha casa.

Pergunta – Como está sendo agora essa experiência com cinema?
Rejane -
Eu dirigi um curta chamado A Mulher do Treze, pelo edital da Secult, com produção da Pique Bandeira Filmes e a gente vai estrear agora na 13ª Mostra Produção Independente – Novos Rumos da ABD Capixaba, de 2 a 5 de julho. É a minha primeira direção em cinema e espero que tenha uma boa carreira e acabe vindo para Florianópolis também, quem sabe no FAM do ano que vem.

O 22º Florianópolis Audiovisual Mercosul tem o patrocínio do Funcultural, Fundação Catarinense de Cultura, Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esportes, Governo do Estado de Santa Catarina, do Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul - BRDE - , Fundo Setorial do Audiovisual - FSA -, Agência Nacional de Cinema - Ancine - , com apoio da Secretaria de Cultura e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina e realização Associação Cultural Panvision, Muringa Produções Audiovisuais, Ministério da Cultura e Governo Federal.

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