Entrevistas

A internacionalização do audiovisual por meio das coproduções


Gustavo Rolla, assessor internacional da Ancine, foi um dos participantes do painel sobre fomento e coproduções no FAM, junto com representantes da Colômbia, Paraguai e Brasil, e das 27 empresas produtoras que estiveram com projetos no segundo Encontro de Coprodução do Mercosul no FAM. Na entrevista, ele fala dos números e possibilidades das coproduções e gargalos para o setor.

Pergunta - O Brasil possui acordos com quantos países para coproduções atualmente?
Gustavo Rolla -
Existem acordos e tratados com 23 países, para realizar obras binacionais e multilateriais, e um deles é latino-americano, envolvendo 15 países, além de acordos com Portugal, Espanha e Itália. Temos linhas de atuação do Fundo Setorial do Audiovisual para coproduções com o Uruguai, Argentina, Portugal, México e Chile, e estamos dispostos a propor acordos a todos os países do mundo. Um grupo de trabalho foi formado para atrair coproduções com outros países como China, Japão e Coreia do Sul. Esse grupo também trata das film commissions, existem estudos no Conselho Superior de Cinema sobre uma film commission nacional.

Em 2005 havia uma coprodução lançada nas salas de exibição, e em 2017 foram 22 filmes. O país com que o Brasil mais tem coproduzido é Portugal, em segundo lugar vem a Argentina e em terceiro, a França. No ano passado foram investidos mais de R$ 30 milhões na produção de obras brasileiras em coprodução internacional. Também trabalhamos na Ancine com assessoria para promoção de obras e empresas no exterior, apoiamos as produtoras a participar de 96 festivais e 35 mercados audiovisuais.

Pergunta - Como vê uma janela como o FAM na promoção de coproduções?
Rolla -
É fundamental, em território brasileiro trazer coproduções é importante para a cinematografia e além disso estimula indiretamente o turismo da região e a troca de cultura com outras nacionalidades. O FAM, um evento internacional, trazendo pessoas de fora e estimulando os talentos brasileiros a falarem uma outra língua e aprenderem outra cultura é de suma importância.

Pergunta - Como a Ancine atua para diminuir os entraves que dificultam as produções entre países?
Rolla -
Existe uma força muita grande para tentar superar as barreiras burocráticas, estamos com um grupo de trabalho instaurado no Conselho Superior de Cinema há pouco tempo para mapear essas dificuldades, e ao mesmo tempo temos o apoio de produtores distribuidores, canais de TV, dos agentes que fazem essa relação no mercado de juntos conseguirmos superar esses desafios dos obstáculos sentidos por todos na hora da produção.

O 22º Florianópolis Audiovisual Mercosul tem o patrocínio do Funcultural, Fundação Catarinense de Cultura, Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esportes, Governo do Estado de Santa Catarina, do Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul - BRDE - , Fundo Setorial do Audiovisual - FSA -, Agência Nacional de Cinema - Ancine - , com apoio da Secretaria de Cultura e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina e realização Associação Cultural Panvision, Muringa Produções Audiovisuais, Ministério da Cultura e Governo Federal.

 

 

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